Equipe de investigadores portugueses descobre novo exoplaneta

Uma equipe de investigadores portugueses, liderada por João Faria, da Universidade do Porto, descobriu um novo exoplaneta, a girar na órbita da Proxima Centauri, a estrela mais próxima de nós. A descoberta foi efetuada com recurso do telescópio Espresso, que está localizado no Chile, e que já permitiu a descoberta de outros 2 exoplanetas que giram em torno desta mesma estrela.

Em entrevista à RFI, João Faria, da Universidade do Porto, explicou que esta descoberta é fruto do trabalho conjunto de cerca de 7 dezenas de investigadores de 4 países. São eles Portugal, Espanha, Suíça e Itália. Esta equipe faz parte do consórcio de um instrumento que é o Espresso, ferramenta utilizada para fazer esta detecção.

VOCÊ NÃO PODE PERDER ESSA OPORTUNIDADE.
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João Faria começou por fazer-nos a descrição deste novo exoplaneta, que se encontra fora do sistema solar, e que foi apelidado de “Proxima D”.

“É uma detecção de um novo exoplaneta ou de um novo candidato a exoplaneta em órbita da Proxima Centauri, que é, de fato, a estrela mais próxima do sol, portanto, a cerca de 4 anos-luz do sol. Nesta estrela, já eram conhecidos outros dois exoplanetas que nós denominámos Proxima B e Proxima C, daí este terceiro ser chamado de Proxima D”, começou por referir.

A descoberta deste novo exoplaneta foi sendo consolidada entre 2020 e 2021 e abre caminho para a descoberta de outros objetos espaciais semelhantes.

Instalado no Very Large Telescope (VLT) do ESO no Chile, o espectrógrafo ESPRESSO (Echelle SPectrograph for Rocky Exoplanet and Stable Spectroscopic Observations) fez as suas primeiras observações em novembro de 2017. Esta imagem mostra a sala onde os raios luminosos colectados pelos quatro Telescópios Principais do VLT são combinados e inseridos em fibras que, por sua vez, levam a luz até ao espectrógrafo propriamente dito, situado noutra sala. Podemos ver no fundo da imagem um dos pontos onde a luz entra na sala. © ESO/P. Horálek
Instalado no Very Large Telescope (VLT) do ESO no Chile, o espectrógrafo ESPRESSO (Echelle SPectrograph for Rocky Exoplanet and Stable Spectroscopic Observations) fez as suas primeiras observações em novembro de 2017. Esta imagem mostra a sala onde os raios luminosos colectados pelos quatro Telescópios Principais do VLT são combinados e inseridos em fibras que, por sua vez, levam a luz até ao espectrógrafo propriamente dito, situado noutra sala. Podemos ver no fundo da imagem um dos pontos onde a luz entra na sala. © ESO/P. Horálek

Questionado sobre a possibilidade de novas descobertas através da utilização de telescópios semelhantes ao Espresso, o investigador não tem dúvidas de que é possível e defendeu que a construção de melhores instrumentos ajuda a aumentar a precisão, um elemento chave para assegurar a persecução de novas descobertas científicas.

VOCÊ NÃO PODE PERDER ESSA OPORTUNIDADE.
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“À medida que vamos avançando e construindo melhores instrumentos, vamos ganhando precisão”, explicou o nosso entrevistado, fazendo depois a descrição do que ocorreu nesta situação em concreto.

“Neste caso, fizemos esta detecção com o método das velocidades radiais, o que significa que olhamos para a estrela e medimos a sua velocidade durante a órbita do planeta. Quanto mais precisão temos nesta medição da velocidade, mais sensíveis somos aos planetas mais leves e menores. À medida que criamos melhores instrumentos, conseguimos detectar planetas mais leves”, explicou.

Em seguida, João Faria referiu ainda que o objetivo do telescópio Espresso é ter “uma sensibilidade suficiente para conseguir detectar planetas da massa da Terra à volta de estrelas como o sol”, sendo seguro que a descoberta de exoplanetas cada vez mais leves e mais parecidos com a terra acontecerá cada vez mais num futuro próximo.
Quanto àquilo que ainda falta descobrir fora do sistema solar, o investigador é peremptório: “Mesmo dentro do próprio sistema solar, não sabemos tudo”.

“Conhecemos muito melhor o sistema solar do que outros sistemas à volta de outras estrelas, mas aqui estamos a falar da detecção de exoplanetas, ou seja, fora do sistema solar. Os primeiros exoplanetas que detectámos foi em 1995 e nesses primeiros anos eram planetas gigantes, como Júpiter. Os planetas, como a terra, à volta de outras estrelas são também os mais comuns no universo, na nossa galáxia. Isto é o que nos permite conhecer um bocadinho melhor os outros sistemas planetários que não o sistema solar”, salientou depois.

Por fim, João Faria referiu que os objetivos futuros passam por continuar a fazer esta procura por exoplanetas, uma vez que aquilo que o move é a curiosidade por descobrir coisas novas e tentar perceber se, efetivamente, estamos ou não “sozinhos” no Universo ou se existem outras formas de vida desconhecidas em outros planetas, um tema que continua a apaixonar gerações e gerações.

Fonte: https://www.rfi.fr/pt/Texto por: Miguel Martins

Weslem

Weslem Andrade é formado em Artes plásticas pela Universidade Federal de Uberlândia. Virou pesquisador de Ufologia em 2001, após ter o que julga ser o seu principal avistamento ufológico. Tal experiência e engajamento em pesquisas, culminou com a criação do blog ETs & ETc..., em agosto de 2010.

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