Artigo Inédito: OVNI Hocus Pocus: A História do Falcão (com vídeo)

em março 22 | em Ciência, Mistério, Notícia, Vídeos | por | com 2 Comments

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Hoje trazemos aos leitores de ETs & ETc… um artigo inédito no Brasil, traduzido do site Presidential UFO, o artigo nos fala das manobras de desinfirmação em que esteve envolvido Richard Doty, que aparece sob o codinome falcon no UFO live, especial de TV de 1988 (o qual disponibilizamos acima). Ainda esmiúça a verdade por trás dos documentos do Majestic 12.
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Seria tudo uma fraude elaborada? Para não violarem leis estariam divulgando informações verídicas dentro de um contexto fraudulento? Descubra a verdade e se surpreenda lendo o artigo!

PARTE 1:

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OVNI Hocus Pocus: A História do Falcão
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Parte de nosso processo de inteligência está envolvido em contra-inteligência, conduzir o inimigo para outra direção ao apontar o caminho errado. Extraído do Manual de Segurança e Inteligência Doméstica.
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“Algo não faz sentido nisso. Por que alguém em Washington criaria um esforço para a desinformação, se o único resultado é confundir os membros da comunidade de pesquisa ufológica, que é um grupo muito pequeno e sem muita influência sobre a população em geral?” Pesquisador e Autor Jacques Vallee.

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Lista de Participantes

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Bill Moore – Renomado autor e pesquisador ufológico nos anos 1980. Moore escreveu “O Incidente Roswell”, livro que colocou a história da queda de OVNI em Roswell de 1947 no mapa. Antes desse livro, ninguém na comunidade ufológica havia ouvido falar na história. Ele divulgou os agora infames documentos MJ-12 (supostos documentos detalhando OVNIs para o então eleito Presidente Dwight Eisenhower) para a comunidade ufológica com Jamie Shandera e Stanton Friedman.

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Jamie Shandera – Shandera foi um produtor de Hollywood que se uniu a Bill Moore para pesquisa e divulgação dos documentos MJ-12. Ele não era um pesquisador ufológico antes da parceria com Moore. Foi Shandera quem recebeu os documentos MJ-12 pelo correio.
Stanton Friedman – O terceiro membro da equipe de pesquisas do MJ-12 que não fez parte do Hocus Pocus detalhado abaixo. Quando abordado sobre o nome do Falcão, ele me disse: “Nunca ouvi falar nessa pessoa.”
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O Aviário – Quando Moore e Shandera se comunicavam com suas várias fontes da alta inteligência nos anos 1980, eles usavam nomes de aves para cada fonte, assim poderiam conversar ao telefone sem usarem seus verdadeiros nomes. Trinta anos depois, Moore e Shandera ainda não revelaram a qual pessoa cada ave representava. A maioria das aves não sabia desse esquema de nomeação até anos mais tarde, e poucos, senão nenhum, sabem quais aves eram.
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O Falcão – O Falcão era uma das aves mais importantes. Moore confirmou que ele acreditava que o Falcão era Harry Rositzke – um antigo oficial de alta patente da CIA que saiu da aposentadoria e alegava representar um grupo de informantes do governo desejando que a história dos OVNIs viesse a público. Moore, aparentemente, nunca se encontrou com Rositzke, mas especulou quem ele deve ter sido.
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Richard Doty – Agiu como o Falcão para proteger a identidade do verdadeiro Falcão. Foi relatado ser um Agente Especial do Escritório de Investigações Especiais da Base da Força Aérea Kirkland, mas, na verdade, pode não ter trabalhado para esse escritório, e sim para a Inteligência da Força Aérea, de acordo com novas alegações. Lee Graham – Um técnico trabalhando para a AeroJet em uma posição confidencial que foi escolhido para vazar os documentos que Moore e Shandera recebiam das fontes da Inteligência.
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Preparando o Palco

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Em uma palestra dada em Las Vegas, em 1989, o pesquisador Bill Moore contou novamente como a história do Falcão começou e como os documentos vazaram.”No início de setembro de 1980, fui abordado por um indivíduo de posição de destaque dentro da comunidade da Inteligência que alegou ter ligação direta com um projeto de alto nível que lidava com OVNIs.
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Esse indivíduo me contou que conversou com um pequeno grupo de pessoas semelhantes a ele que estavam inconformados com o contínuo acobertamento da verdade pelo governo, e deu a indicação de que ele e seu grupo gostaria de me ajudar com minha pesquisa sobre o tema, na esperança e expectativa de que eu pudesse ajudá-los a achar um modo de alterar a atual política e divulgar os fatos para o público sem violar quaisquer leis no processo.
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O homem que agiu como contato entre esse grupo e eu foi um agente do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea chamado Richard Doty.”Mais importante, o Falcão disse a Moore que a informação que receberia sobre OVNIs não seria precisa. Uma parte seria desinformação. Caberia a Moore descobrir o que era verdade e o que era falso. Moore aceitou o desafio.
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A história de Moore, do Falcão e do Aviário é uma história que ainda fascina os pesquisadores ufológicos trinta anos após seu início. Muitos pesquisadores, como eu, passaram muito tempo tentando descobrir quem era cada uma das aves no aviário e qual informação eles contaram a Moore e Shandera. Esse é um exemplo de um acobertamento de segundo nível, algo bem comum na ufologia.
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Muitos pesquisadores ficam em silêncio nos bastidores reunindo partes das histórias sobre OVNIs de outras do governo e da inteligência. A informação reunida, entretanto, não é compartilhada com o público geral. Isso se torna um acobertamento de segundo nível onde um indivíduo, ou um grupo de indivíduos, como homens ricos fazendo caçadas ilegais, reúnem alguns dos segredos ufológicos em posse do governo para seu deleite pessoal.
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A história que Moore receberia, posteriormente, seria chamada de a ”História Central” dos OVNIs. Três homens, o Dr. Kit Green, Hal Puthoff, e Jacques Vallee, se encontraram para identificar o que sabiam ao certo sobre todas as histórias de OVNIs – eles determinaram a história central – de que extraterrestres visitaram a Terra, que houve uma queda, e que o governo teve muita dificuldade em realizar a engenharia reversa da tecnologia do disco voador, e que pelo menos um alienígena foi um convidado do governo dos Estados Unidos. A principal informação que Moore receberia, e que era novidade, seriam os documentos MJ-12, que alegavam ser as instruções sobre OVNIs dadas ao presidente eleito Dwight Eisenhower.
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Moore declarou na edição de 30 de setembro de 1989 da revista “Focus”, que quando seu parceiro de pesquisa, Jamie Shandera, recebeu pela primeira vez os documentos de instrução MJ-12 para o presidente Eisenhower, de modo anônimo pelo correio, em 1984, ele foi falar sobre os documentos com Richard Doty e o Falcão. Ele queria saber o que fazer.
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De acordo com Moore, Doty disse para ele achar alguém para mostrar os documentos, alguém que falaria sobre eles com muitas pessoas. ”Mostre-os para essa pessoa,” ele disse, ”mas certifique-se de não dar nenhuma cópia para ela. Deixe esse alguém falar tudo que quiser.” Pareceu uma boa ideia, então decidi proceder assim. Depois de cuidadosamente considerar os ”candidatos” e discutir sobre eles com Rick e outros, incluindo o próprio ”Falcão”, optamos por Lee Graham.
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Então, assim Graham se tornou o ”Pombo” do infame aviário dos OVNIs – a ave que levaria a mensagem para a curiosa comunidade de pesquisa ufológica. Ele era perfeito para o trabalho. Graham contou tudo. Não guardou segredos. Ele até mesmo pegou cada documento que Moore vazou para ele e levou para seu departamento de segurança no AeroJet, onde trabalhava disfarçado como técnico. A maioria dos documentos foram divulgados, mas como Graham confirmou a mim, haviam documentos que ele recebeu de Moore que jamais viram a luz do dia.
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Agora vamos seguir em frente até o principal incidente que ocorreu entre Moore e Graham, e que adquiriu um novo significado através da revelação do pesquisador Greg Bishop, em uma apresentação de 30 de junho, dizendo que o Falcão era Harry Rositzke, um antigo oficial de alta patente da CIA que faleceu em 2002. O Falcão, a mais poderosa de todas as fontes de Bill Moore, permaneceu em sigilo até Bishop revelar o segredo quase trinta anos depois. Bishop foi amigo de Bill Moore por vários anos, e se encontraram diversas vezes.
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O incidente em questão ocorreu em um restaurante onde Moore e Graham se encontravam uma vez por mês para conversarem sobre OVNIs. Nas próprias palavras de Lee Graham durante o jantar, ”o Sr. Moore mostrou a mim e minha esposa uma identificação com sua foto que o descrevia como um Agente Especial do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea (AFOSI).”[1]
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Logo surge a pergunta: Por que um pesquisador como Bill Moore, que se orgulhava de suas pesquisas centradas e conservadoras, repentinamente, deixa de seguir as instruções recebidas do Falcão e, subitamente, mostra a Graham uma identificação do governo, independentemente se era verdadeira ou farsa? O próprio Moore questionou isso em uma palestra de 1989 que deu no Simpósio da MUFON, em Las Vegas, onde ele leu de um texto preparado anteriormente: ”Se fiz isso, não faz sentido também ter puxado da minha carteira e mostrado a Lee Graham, ou qualquer outro pesquisador ufológico, no mesmo contexto?”
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É uma pergunta insignificante. Ele estaria arriscando toda a operação se decidisse agir por conta própria. Mais importante, como descrito acima, Graham foi escolhido para seu papel como pombo do aviário, porque seria o único a levar a mensagem. Ele com certeza diria a qualquer um sobre a identificação do governo de Bill.
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Se Moore sabia que Graham contaria a todos, assim como fez, essa ação deve ter sido parte do plano iniciado pelo Falcão, que instruiu Moore a mostrar-lhe a identificação do AFOSI. Graham contaria a todos, e todos achariam que Moore trabalhava para a AFOSI. Durante décadas, assim como a história registrou o fato, Moore trabalhou para a AFOSI. O próprio Moore admitiu abertamente em um discurso da MUFON, em 1989, com a reviravolta revelada, de que ele trabalhou ”com” a AFOSI, ao invés de ”para” a AFOSI. Antes dessa admissão pública, Moore negava o fato, especialmente ao cético Phil Klass, que o pressionou sobre a questão.[2]
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Então, por que o Falcão colocaria Moore em uma posição de iniciar um rumor de que ele trabalhava para a AFOSI? Tanto o Falcão quanto Moore sabiam que Moore enfrentaria acusações de outros pesquisadores, porque na comunidade ufológica é comum acusarem outros pesquisadores de trabalharem para o governo. Moore e o Falcão, entretanto, estavam, na realidade, planejando fornecer as armas e a munição para o esquadrão de fuzilamento.
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A resposta é simples. Moore trabalhava para o Falcão, e o Falcão era da CIA. Portanto, Moore trabalhava em uma operação da CIA, e o Facão não queria esse fato revelado. Eles queriam que a comunidade de pesquisa ufológica acreditasse que Moore era da AFOSI para levar os investigadores ao caminho errado. A ideia era confundir o público, enquanto estivesse ocupado fazendo algo que precisasse ser realizado.
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Moore não podia admitir que trabalhava para a AFOSI ou sua carreira ufológica estaria acabada. Como a história mostrou, um rumor foi o bastante para fazer todos os pesquisadores focarem na AFOSI.Para ajudar a direcionar todos os olhos para a AFOSI, o Primeiro Sargento Richard Doty foi trazido para ajudar a reforçar o foco para a AFOSI e para longe do verdadeiro Falcão e da CIA. Doty se tornou o segundo Falcão. Ele sabia sobre Harry Rositzke e a operação da CIA. A atuação de Doty como Falcão enganaria a quase todos na comunidade ufológica, e há aqueles que jamais acreditarão que havia um segundo Falcão. Para esses, Doty foi, e sempre será, o Falcão.
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A personificação de Doty como o Falcão começou em 1983, quando ele chamou a produtora de documentários Linda Howe para a Base da Força Aérea Kirkland. Na época, Linda produzia um documentário para a HBO sobre OVNIs. Ela era um nome de destaque na ufologia, lotando salas de conferência onde quer que fosse. Ela se destacou na ufologia depois de produzir um documentário vencedor do Emmy sobre mutilação de gado chamado ”Uma Estranha Colheita”. A história de Doty para Howe foi que ele ajudaria com o documentário fornecendo vídeo real de um pouso de alienígenas na Base Aérea Holloman.
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Quando estavam no escritório, ele mostrou a Howe supostos documentos de informações sobre OVNIs para presidentes, e disse a ela que o documentário sobre mutilação de gado havia incomodado o governo. Então ele jogou a isca. Ele disse a Linda que era o Falcão. Por que dizer a Howe que ele era o Falcão? Porque, assim como Graham, o Falcão e Moore sabiam que poderiam confiar em Linda para contar a todos o que havia acontecido. Linda guardou o segredo por um tempo, mas Doty e seus superiores na AFOSI nunca forneceram o que prometeram. Inspirada pela aparente ligação de Doty com um documento forjado anos mais tarde, Howe veio a público. Exatamente como planejado, todos os pesquisadores focaram sua atenção na AFOSI.
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Doty fez muitas coisas para manter seu nome em evidência na comunidade ufológica, mas sua maior contribuição em fazer da AFOSI o foco da comunidade ufológica foi quando fez sua estreia interpretando o Falcão em cadeia nacional. Isso ocorreu em um documentário chamado ”Acobertamento de OVNIs – Ao Vivo”, exibido para um grande número de telespectadores. A comunidade ufológica ficou na beira dos assentos assistindo, conforme tudo era promovido como um grande evento de revelação. Doty apareceu no programa em uma gravação, apenas sua silhueta e a voz alterada. Isso foi para dar audiência. Ele falou sobre um alienígena que foi um convidado do governo dos EUA. O alienígena, ele disse, gostava de música tibetana e sorvete de morango. Foi tudo muito secreto e dramático.
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O produtor, no entanto, sabia da identidade de Doty. Ele logo falou que era e a história se espalhou. Novamente, assim como Graham e Howe, a história foi a público rapidamente e todos os olhos se voltaram para a AFOSI, exatamente como o verdadeiro Falcão planejara.
Bob Emenegger, um executivo de publicidade, cuja história foi apresentada como parte do documentário, já tinha descoberto onde Doty estaria.
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Ele telefonou para um contato que tinha na CIA, então disse a eles para sintonizarem e assistirem aquela pessoa alegando ser um oficial da inteligência, ameaçando expor o acobertamento. Disseram a ele que a CIA ficaria ”no aguardo”. No dia seguinte, entretanto, o chefe da contra-inteligência se encontraria com o Coronel Weaver e outros dois homens que já tinham a suspeita que estavam envolvidos com OVNIs na CIA, o Dr. Kit Green e o Dr. Ronald Pandolfi. A discussão foi o aparecimento de Doty assumindo o papel do Falcão na noite anterior.
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Era importante manter o foco na AFOSI e longe da CIA. Mais tarde, depois que o plano havia sido completado, toda a história de Moore, Shandera e os documentos MJ-12 foi relegada a uma história onde Moore, Doty, e a AFOSI simplesmente estavam tentando capturar espiões soviéticos. Escritores como Greg Bishop, Mark Pilkington, e Christian P. Lambright escreveram extensivamente sobre Paul Bennewitz e a história de como a AFOSI manipulou a crença dele de que viu OVNIs na Base da Força Aérea Kirkland ao ponto de deixá-lo clinicamente louco. Apesar de Bennewitz ter trabalhado com os OVNIs que ele via por quase 23 anos, a maior parte do debate da teoria da desinformação centra em alguns encontros que Bennewitz teve com oficiais da AFOSI no início dos anos 1980.
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Doty, que exerceu um papel chave na operação contra Bennewitz, seria descrito como um Agente Especial especializado em desinformação. Ele recebeu a fama por cada história bizarra de OVNI que vazava na internet. Mais tarde, seria revelado que Doty nem era da AFOSI. Ele era da Inteligência da Força Aérea. A maioria relega a Doty, ou a uma combinação de Doty e Moore, o aparecimento dos documentos MJ-12. Doty, entretanto, foi investigado pelo FBI e liberado. Ele também passou por um teste de polígrafo, solicitado por Kit Green ao diretor da CIA no dia seguinte ao programa ”Acobertamento de OVNIs – Ao Vivo”.
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Continua na PARTE 2

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2 Responses

  1. Edgar disse:

    Weslem, para entender melhor esse assunto eu teria que assistir ao vídeo primeiro? ou posso ler o artigo mesmo sem ver o vídeo antes?

    Obrigado!!!

    • joão marcelo disse:

      pode ler primeiro sim, o artigo esmiúça o mj12 e o ufo live, que é o programa de tv da postagem.

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