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Einstein estava errado: Novo experimento prova que o “assustador” emaranhamento quântico é real

em outubro 22 | em Análises, Astronomia, Ciência, Mistério, Notícia | por | com No Comments

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física quântica 2Por quase um século, os cientistas têm lutado com as noções que emergem do fenômeno conhecido como entrelaçamento quântico, que parece romper com as leis conhecidas da física. Mas agora, um experimento conduzido por cientistas holandeses forneceu finalmente a evidência mais clara da realidade deste efeito que Albert Einstein rotulou como “ação fantasmagórica à distância”.

Emaranhamento quântico é um fenômeno, sem equivalente clássico, em que os estados quânticos de dois ou mais objetos devem ser descritos por um único estado que envolve todos os objetos do sistema, mesmo quando os objetos são separados espacialmente. Isto leva a correlação entre as propriedades físicas observáveis.

Por exemplo, é possível preparar (linkar) duas partículas em um único estado quântico do spin nulo, de modo que quando observam que uma gira para cima, a outra receberá automaticamente um “sinal” e se mostrará girando para baixo, apesar da imprevisibilidade, de acordo com a formulação matemática da mecânica quântica, estado quântico será observado.

Estas fortes correlações fazem com que as medições realizadas em um sistema pareçam estar influenciando instantaneamente outros sistemas que estão ligados com ele, e sugerem que qualquer influência teria de ser transmitida instantaneamente entre os sistemas, apesar da distância entre eles. Este feito ofendeu Einstein, que afirmava que a passagem de informação entre dois pontos no espaço a uma velocidade maior do que a velocidade da luz era impossível.

A seguinte ideia caracteriza a independência relativa dos objetos que estão muito distantes um do outro no espaço (A e B): Uma influência externa em A não pode influir diretamente sobre B, isto é conhecido como o princípio de ação local, e é empregado uma e outra vez na teoria de campos. Se suprimíssemos por completo este axioma, resultaria inviável a ideia da existência de sistemas semi-fechados, e não poderíamos postular leis que poderiam comprovar experimentalmente no sentido aceito.  Albert Einstein (1948). Quanten-Mechanik und Wirklichkeit. Dialectica 2: 320 – 324.

fisica quanticaEm 1964, o cientista norte irlandês, John S. Bell, desenvolveu um experimento projetado para descartar as variáveis ocultas que poderiam oferecer uma explicação não estranha para a “ação a distância”. Mas todas as provas efetuadas pelo cientista continham “furos” que, de acordo com os críticos, evitavam que se validassem o entrelaçamento. Agora, em um artigo publicado em NATURE, cientistas da Universidade de Delft, Holanda, descreveram como conseguiram entrelaçar elétrons depositados em armadilhas de diamantes e separados entre si por 1.3km de distância, nos lados opostos do campus, fechando assim os furos do experimento de Bell.

“As coisas se tornam muito interessantes quando dois elétrons se entrelaçam”, disse o professor Ronald Hanson, líder do projeto. “Então ambos estão em superposição, mas ao observá-los um sempre estará acima e outro abaixo; estão perfeitamente correlacionados, quando observa-se um, o outro sempre estará em oposição.

O efeito é instantâneo, inclusive se o outro elétron estiver em um foguete do outro lado da galáxia”, explicou. O novo experimento utilizou pares de elétrons simples para assegurar-se de que todos foram medidos, permitindo assim fechar os furos de “detecção”. Ademais, a distância de 1.3km entre os detectores foi suficiente para que a luz viajasse entre eles dando tempo para receber uma resposta, fechando desta forma o furo de “localidade”, algo que ocorre em um lugar não deveria afetar a qualquer coisa que ocorra em um lugar distante.

“Demonstrações prévias do experimento de Bell tiveram fissuras que foram utilizadas por alguns cientistas para invalidar os resultados e não aceitar a existência do que Einstein chamou pejorativamente “ação fantasmagórica a distância”. No entanto, esta nova demonstração por parte de Hanson e seus colegas tem fechado as fissuras mais importantes” disse o professor Kai Bongs da Universidade de Birmingham.

Implicações filosóficas

Além das implicações tecnológicas que poderiam levar a, por exemplo, técnicas mais seguras de encriptação para as comunicações, as perguntas filosóficas que se desprendem deste experimento podem chegar a ser muito alucinantes. Por exemplo, se a separação é uma ilusão, estamos todos conectados apesar de nos percebermos como seres individuais? Existe um “campo de consciência ou conhecimento” de comum acesso pela mente ? Estamos ligados com um “eu superior” e espiritual que de alguma forma influi no resultado do que fazemos no mundo material ? Como é em cima é em baixo e vice e versa, uma antiga lei hermética que talvez nos dê uma pista sobre as respostas a essas perguntas…

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Fontes:

Mystery Planet

NATURE

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