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Jornal mineiro fala sobre os Chemtrails e autoridades “tiram o corpo fora”

em setembro 22 | em Ciência, Mistério, Notícia | por | com 8 Comments

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Chemtrails - Trilhas Químicas

Chemtrails – Trilhas Químicas

A imprensa que desde sempre ignorava ou fingia não conhecer os ataques de Chemtrails, agora, passou a noticiar. O jornal mineiro, Tribuna de Minas, falou sobre as trilhas químicas, expôs o que as autoridades disseram sobre o assunto e como já era de se imaginar, tiraram o corpo fora. Segue reportagem na íntegra:

Você já olhou para o céu hoje? Os rastros deixados por aviões sob nossas cabeças ganharam ares de mistério em função de questionamentos nas redes sociais. Grupos na internet afirmam categoricamente que as “trilhas” de fumaça são formadas por substâncias químicas pulverizadas propositalmente na atmosfera. Uma das finalidades seria, de acordo com essa teoria, a contaminação de solo, água, animais e seres humanos, para reduzir a população mundial, alterar o clima do planeta ou até mesmo servir como instrumento de guerra entre nações. A ideia vem sendo tão disseminada que está sendo organizada, para o dia 27 de setembro, a “Marcha global contra os rastros químicos”, articulada pelas redes sociais. Teoria da conspiração ou não, a Tribuna ouviu especialistas e órgãos públicos, que afirmaram desconhecer a existência dos rastros químicos (ou , do inglês chemical trail), admitindo ocorrer apenas um processo natural de condensação do ar quente que sai das turbinas dos aviões em altas altitudes.

A teoria

“Diversos pesquisadores sustentam que as trilhas deixadas por aviões são realmente químicos ou agentes biológicos deliberadamente pulverizados em grandes altitudes para um propósito não revelado ao público, desenvolvido em programas clandestinos dirigidos por forças aliadas de primeiro mundo”, descreve grupo do Facebook “Chemtrail, ameaça real no Brasil”.

Sem citar as fontes das pesquisas, o grupo garante ainda que “a tecnologia para organizar ações de pulverização em escala global é amplamente disponível. Aviação civil e militar são usadas com essa finalidade. A mistura, contendo óxidos de metais e componentes químicos, pode ser dispersa através de pods projetados especiais ou diretamente incorporada ao combustível de jato. Este trabalho de pesquisa está bem documentado a este respeito”.

O que dizem as autoridades

Em nota à Tribuna, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) afirmou desconhecer a existência de chemtrails, seja de produção intencional ou não. A agência explicou que é natural a formação das trilhas de condensação (ou contrails, do inglês condensation trails), fruto da combustão dos motores em altitudes. “Normalmente, as reações dentro do motor não são perfeitamente balanceadas, o que gera subprodutos: os poluentes. Ainda que a combustão fosse uma reação estequiométrica (reação perfeita), em seu produto final estariam presentes dióxido de carbono e vapor d’água. As moléculas de água são liberadas na atmosfera a uma temperatura bem superior às moléculas de ar encontradas nas altitudes de cruzeiro de aeronaves. Desta forma, há uma rápida troca de energia entre as moléculas de água e as moléculas do ar, fazendo com que as de água percam energia e se condensem em forma de gotículas, que, vistas do solo, se assemelham a uma nuvem branca no rastro das aeronaves”.

Comandante em voos nacionais e internacionais, o piloto juiz-forano Marcel Cupertino Amarante Guerra ratifica a explicação e acrescenta que as temperaturas durante os voos que realiza chegam a aproximadamente 50 graus negativos, em altitudes de cerca de 40 mil pés. “O ar quente que sai das turbinas, em contato com essas temperaturas baixíssimas, condensa e forma esses rastros naturalmente. Desconheço que isso seja usado para lançar produtos químicos na atmosfera.”
O presidente do Aeroclube de Juiz de Fora, Douglas Fedóceo, completa: “Nessa época do ano, esse fenômeno fica muito visível porque o céu costuma estar sem muitas nuvens.”

Ainda conforme a ANAC, o fenômeno dos contrails, mesmo que naturais, são estudados porque, apesar das incertezas científicas, suspeita-se que a formação de nuvens semeadas por essas trilhas de condensação teriam efeitos sobre o aquecimento global. A agência também explica que existe a possibilidade de haver chuvas artificiais, provocadas pela pulverização de cloreto de sódio sobre as nuvens. Este procedimento é autorizado pelo Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) e não traz prejuízos ao meio ambiente. Também em nota, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou que o comando não pesquisa as trilhas químicas, portanto, não tem como emitir parecer sobre o tema.

Contribuição: Leitor Diego Anzolin

Fonte: Tribuna de Minas

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