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Dogons – Conhecimentos de outro mundo

em janeiro 18 | em Arqueologia, Arquitetura, Astronomia, Ciência, Contato Imediato, Mistério, Notícia, Sem categoria | por | com 1 Comment

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A história dos dogons e de seu avançado conhecimento sobre a estrela Sírius permanece um mistério. Para alguns, há muitos anos, eles tiveram um contato com seres extraterrestres, que lhes passaram inúmeras informações.
 
Texto de Cláudio Tsuyoshi Suenaga
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Na República do Mali, região do antigo Sudão francês, África Ocidental, a 200 quilômetros ao sul da cidade de Timbuktu, um abismo de 300 metros de profundidade formado pelas escarpas Bandiagara é a porta de entrada para a terra dos dogons. Esse antigo e pacífico povo ali se radicou no século 13 e permaneceu isolado do resto do mundo até as primeiras décadas do século 20, mantendo intacta e praticamente inalterada sua rica e fantástica cultura.
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A aridez do meio ambiente – 40 centímetros de chuvas anuais, nos meses de abril e maio, e temperaturas de até 60 graus centígrados – castigado por estar situado justamente na passagem do Saara para as savanas do sul, obrigou-os a construir engenhosas casas de pedra e barro de forma cônica, cobertas por folhas que ajudam a amenizar o calor escaldante, e pequenos celeiros onde armazenam a escassa produção que o solo pouco generoso fornece: algumas espigas de um tipo especial de milho, de grãos pequenos, cebolas, amendoim, algodão e fumo. Às mulheres cabe a tarefa de buscar água, encontrada somente em poços na base dos penhascos, e carregá-la para cima em potes de barro que, vazios, chegam a pesar 20 quilos.
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Em compensação, elas granjearam o direito de preparar cerveja a partir do milho e vender o excedente na feira semanal da aldeia, que acontece de cinco em cinco dias. O que arrecadam é usado para comprar os tecidos coloridos com que confeccionam suas roupas. Vaidosas, elas serram os dentes, que se tornam pontiagudos, e traçam incisões no corpo. No fim da estação da seca, as chuvas caem quase que de uma só vez. O cenário então muda completamente: do alto dos penhascos, surgem quedas d’água, formando rios na planície. É o tempo do plantio. Em poucas semanas, o que era um deserto se transforma em um paraíso verdejante.
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Extraterrestres na Terra

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Em 1931, o antropólogo francês Marcel Griaule visitou a tribo dos dogons, constituída basicamente por camponeses, artistas e feiticeiros, e ficou ao mesmo tempo confuso e fascinado com sua mitologia altamente complexa. Em 1946, Griaule retornou em companhia da etnóloga Germaine Dieterlen. Ambos publicaram os resultados dos seus quatro anos de pesquisas de campo na obra Un système soudanais de Sirius (Paris, 1951), na qual frisaram que os dogons, mesmo desprovidos de recursos ópticos, tais como o telescópio, tinham pleno conhecimento da natureza dupla da estrela Sírius: “Jamais se fez e nunca se decidiu a respeito da pergunta de onde esse povo, que nenhum instrumento possui, poderia conhecer a órbita e os atributos específicos dos astros, praticamente invisíveis.”
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Em 1976, foi lançada em Londres a obra The Syrius Mistery, que acabaria inevitavelmente sendo apropriada pelos defensores da teoria dos deuses astronautas, mormente Erich von Däniken (ver o livro Provas de Däniken: Deuses, Espaçonaves e Terra). O livro do lingüista norte-americano especialista em sânscrito, da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia, e membro da Royal Astronomical Society, Robert K. G. Temple, expunha e analisava mitos que falavam dos habitantes de um planeta que orbita ao redor da estrela de Sírius, os quais teriam chegado à Terra em eras remotas, inaugurando a civilização.
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Segundo Temple, os dados dos dogons, que descenderiam cultural e biologicamente dos egípcios, remontariam a 5.000 anos e fariam parte do cabedal egípcio dos tempos pré-dinásticos. Ao desenhar diagramas da órbita de Sírius B, com base em dados tirados dos mitos dogons e segundo as mais recentes pesquisas astronômicas, Temple constatou que “(…) a semelhança é tamanha e surpreendente, a ponto de até o leigo mais inexperiente reconhecer à primeira vista a perfeita identidade das duas apresentações, até nos menores detalhes. (…) o fato ficou demonstrado e ei-lo: a tribo dogon possui noções gerais dos princípios mais incríveis e sutis de Sírius B e, em sua órbita, de Sírius A. Portanto, revela-se aí absoluta paridade do saber atual em relação com as noções encerradas em mitos antiqüíssimos.”
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Sírius

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A doutrina secreta dessa tribo informa que o nosso mundo terrestre surgiu da constelação de Sírius B, mais propriamente de uma estrela pequena e branca, próxima de Sírius B. Suas lendas e tradições transmitem essa informação de geração em geração há milhares de anos e, durante todo esse tempo, eles vêm realizando rituais para a estrela que os criou. Os sábios dogons dizem que a estrela é ao mesmo tempo a menor e a mais pesada do cosmo. Os astrônomos calculam que, de fato, sua massa é 36.000 vezes a massa do Sol, e a estrela é 50.000 vezes mais densa do que a água.
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Seu diâmetro é de 39.000 quilômetros, mas ela contém a mesma quantidade de matéria de uma estrela como o Sol, com um diâmetro de 1.296.000 quilômetros. Uma caixa de fósforos cheia de matéria de Sírius B pesaria no mínimo 1 tonelada. Os dogons crêem que a terra ali consiste em algo chamado por eles de sagolu, que significa terra podre e metal. Ocorre quê essa estrela só foi descoberta pela ciência no século 19, e uma foto dela só foi obtida em 1970. Sírius B pertence à categoria das anãs – implodidas – descoberta em 1862 por Alvan G. Clark, não através de observações diretas, mas por meio de cálculos matemáticos.
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Por estar quase acoplada à sua irmã Sírius A, uma das estrelas mais visíveis a olho nu, a imagem de Sírius B se confunde com ela, e só recentemente foi possível perceber que havia duas estrelas no lugar de uma. Sírius B é 1.000 vezes menos luminosa do que Sírius A, e totalmente invisível a olho nu. Ela só pode ser vista através de um telescópio de 320 milímetros, já que se encontra a apenas 11 segundos de Sírius A. Os dogons sabiam que Sírius B gira ao redor de si mesma e, a cada cinqüenta anos, dá uma volta ao redor de Sírius A, descrevendo uma elipse. O evento astronômico é celebrado como parte importante de sua cosmogonia com a festa de Sigi (nome que os dogons dão a Sírius), um festival complexo para o qual confeccionam até setenta máscaras diferentes, representando animais, figuras mitológicas de sua religião, símbolos sagrados e os próprios visitantes estrangeiros. Ainda que em número menor, as máscaras também são usadas por ocasião do Damas, ritual realizado a cada três anos, e nos rituais funerários das figuras mais destacadas das aldeias.
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Conhecimento Ancestral

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No cotidiano, a religião é praticada de maneira muito mais pragmática. Se, por um lado, oferecem em sacrifício a seus deuses as poucas galinhas e cabras que possuem, por outro eles buscam respostas imediatas para suas dúvidas e sofrimentos. Para obtê-las, consultam o adivinho da aldeia, canal perpetuamente sintonizado com Yorugu, a raposa ou deus da criação na teogonia dogon. Sem nunca terem se valido de instrumentos ópticos, os dogons também sabiam da existência de quatro luas em Júpiter.
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Na verdade, Júpiter possui dezenas de outras – atualmente são considerados vinte e oito satélites (quatro grandes luas, doze pequenas, e outras doze descobertas recentemente) – mas as maiores e principais são mesmo quatro: Io Calixto, Ganimedes e Europa. Além disso, sabiam que Saturno é rodeado por um anel e que os planetas giram ao redor do Sol e não ao redor da Terra. Eram cônscios de que a Terra faz parte da Via Láctea e de que existem outras galáxias espiraladas no universo. Afirmavam que os mundos ao redor das estrelas que se movimentam em forma espiral são universos habitados.
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Contudo, os conhecimentos desse povo – cujo número hoje ultrapassa os duzentos mil indivíduos – não se limitam à astronomia. Eles também sabiam a respeito da importância do oxigênio e da circulação sangüínea. Os dogons diziam que o movimento das estrelas podia ser comparado ao fluxo do sangue no organismo, denotando que estavam cientes da circulação sangüínea, fenômeno descoberto apenas no começo do século 17, por William Harvey. Os dogons acreditam que de Sírius A, flutuando em um ovo dourado, veio Amma, que criou a Terra. Mais tarde, Amma mandou os nommos para o nosso mundo. Nommos (os “mestres”) eram seres anfíbios, capazes de se movimentar tanto na terra como na água. Eles teriam chegado a bordo de um veículo cuja descrição lembra a de uma espaçonave.
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Do Céu ou da Terra?

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Os chamados nommos (ou nomos) apresentam uma certa semelhança com os seres conhecidos como akpalos, citados nas antigas histórias da Suméria. O mais conhecido dos akpalos era Oannes. Essas criaturas eram descritas como possuindo uma aparência anfíbia e, como os nomos, ensinavam ciências ao povo da região. Oannes foi o primeiro akpalo a surgir na região; ensinava durante o dia e, à noite, voltava a mergulhar no mar, de onde surgiu inicialmente.
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Seus ensinamentos ajudaram a levar a civilização suméria a um desenvolvimento assombroso, num curto espaço de tempo. Da mesma forma, os nomos tinham aparência anfíbia, o que levou alguns pesquisadores que defendem a idéia da interferência extraterrestre nas antigas civilizações do planeta a afirmar que poderia  tratar-se de equipamentos especiais para respirar. Os dogons chamam a espaçonave que teria trazido os nommos de Pelu Tolo, ou “estrela da décima lua”.
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Essa nave tinha, eles contam, o formato de uma arca. Depois de “se chocar” contra o solo, foi levada pelos seres a um outro local e recoberta com água. Outras versões dizem que a nave aterrissou e cavou uma espécie de poço, que encheu com água até que flutuasse. Ao mesmo tempo, uma nova estrela foi vista no céu, o que é atribuído à presença de uma nave maior. Os dogons dizem que essa estrela tinha um círculo de raios avermelhados ao seu redor. Existe um desenho dogon representando a nave flutuando no céu, esperando os nomos descerem na Terra.
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Os dogons chamam os nomos de “mestres da água”, “os monitores”, “os professores ou instrutores”, “salvadores” e “guardiões espirituais”. Diz-se que Carl Sagan concluiu que os dogons não poderiam ter adquirido seu conhecimento sem que tivessem estado em contato com uma civilização tecnológica avançada. No entanto, ele sugeria que se tratava de uma civilização terrestre, e não extraterrestre. Alguns pesquisadores concordam com esse ponto de vista, entendendo que os dogons são descendentes dos egípcios, que conheciam Sírius, ainda que não tivessem conhecimentos tão específicos e profundos sobre a estrela. Sagan ainda sugeriu que, se um europeu tivesse visitado o povo nos anos 20 ou 30, as conversas entre eles poderiam muito bem ter sido sobre temas astronômicos, uma vez que os dogons já tinham interesse no tema.
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(Gilberto Schoereder)
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Cláudio Tsuyoshi Suenaga é Mestre em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e consultor da revista UFO.

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